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quinta-feira, 9 de agosto de 2007

A Esperança...

por Marcelo Pizani Assistindo ao telejornal... TV: Em Maringá ruas esburacadas e em péssimas condições de conservação, irritam motoristas e causam danos aos veículos. Seo Zé: É cumpadre, a coisa tá feia, acho que isso aí não tem mais jeito. Seo João: Que nada, a esperança é a última que morre! TV: Em Brasília logo após tomar posse como Deputado, indagado sobre suas promessas de campanha, Parlamentar diz não ter feito promessa alguma. Seo Zé: Tá vendo? É sempre assim! Depois que chega lá esquece do povo. Seo João: Calma cumpadre, devem existir políticos que se preocupam com a gente. Seo Zé: É né, a esperança é a última que morre! TV: Juiz do Supremo envolvido em escândalo de corrupção deverá continuar no cargo. Seo Zé: Vou morrer e não vou ver tudo! Seo João: Mas ele ainda vai ser punido cumpadre. Tenho fé, a esperança é a última que morre! TV: Em São Paulo onda de assaltos causa medo em comerciantes. Seo Zé: Isso tá em todo lugar. Mundo véio tá perdido! Seo João: Tá nada cumpadre. Tudo tem jeito, afinal, a esperança é a última que morre. TV: Imprudência no trânsito mata mais do que tráfico de drogas! Seo Zé: A coisa tá feia cumpadre. Tá um perigo sair na rua. Quando não é bala perdida é motorista perdido! Seo João: Mas vai melhorar cumpadre Zé, tenho esperança. Seo Zé: É, ela é a última que morre né. TV: PLANTÃO URGENTE! Interrompemos nossa programação para uma triste notícia: Cansada de ser lembrada sempre como "a última que morre" e com muito medo de viver na solidão, a Esperança suicidou-se. Seo Zé: Foi o boi com a corda!!!

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Bem longe daqui

por Marcelo Pizani Vida pausada Uma história parada Mas o filme continua em algum lugar Bem longe daqui Nada aqui é igual Tudo é mais cinza Mesmos lugares, mesmas caras Mas nada é igual! Bem longe daqui... Tudo é diferente Mais colorido, mais alegre Novos lugares, novas caras... Tudo é diferente! Uma vida, dois caminhos, um destino E de volta ao destino Tudo volta ao seu lugar!

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Ao meu redor

por Marcelo Pizani Sempre ao meu redor Me separam da vida Me privam do belo Me protegem do perigo Me confortam no inverno Fixam minhas lembranças, meus mundos e crenças.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Nos olhos de alguém

por Marcelo Pizani Eu vi nos olhos de alguém De alguém que pouco ou nada tem Um brilho estranho, fora de lugar, fora de hora Uma esperança que hoje quase ninguém tem De receber algo em troca de nada, ou quase nada De apenas um muito obrigado Eu vi nos olhos de um menino (uma criança) A vergonha de pedir por algo que deveria ser dele por direito.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Evolução

por Marcelo Pizani O Planeta Terra já foi quadrado, já foi plano e hoje é "esférico achatado nos pólos". Isso quer dizer que a Terra mudou de forma com o passar dos anos? Não! Foi a maneira como nós a vemos que mudou. Adquirimos mais tecnologia, mais informação, mais conhecimento, tudo isso contribuiu para a nossa mudança de opinião em relação ao formato do Planeta. Isto é evolução! Todos evoluímos (ao menos deveríamos) e com essa evolução mudamos de opinião a respeito de assuntos, de pessoas, de crenças, etc., e não há nada errado nisso. Mudar de opinião, ao contrário do que alguns falam, não é falta de personalidade, pelo contrário, é preciso muita personalidade para admitir que algo em que acreditava na verdade é diferente do que se tinha idéia. Quando eu formo uma opinião a respeito de uma pessoa (ou de qualquer outra coisa), faço isso com base em meus conhecimentos a respeito desta pessoa. Uma outra pessoa pode ter uma opinião diferente da minha a respeito da mesma pessoa, pois obviamente ela tem informações diferentes da minha a respeito. Todas as nossas crenças e certezas são formadas com base em informações que adquirimos, por isso, quem diz que não muda de opinião nunca, ou que hoje é a mesma pessoa que era há anos, ou essa pessoa não consome informação ou é mentirosa!

quinta-feira, 22 de março de 2007

quinta-feira, 21 de setembro de 2006

A verdade é uma mentira!

por Marcelo Pizani Lenda ou fato? Estória ou história? Acredite no que quiser, a verdade não existe. O que existem são versões, pontos de vista. Enriquecimento ilícito é resultado de atos ilegais, mas não é verdade que um deputado que enriquece em 4 anos tenha roubado ou praticado algum ato contra a lei. Contratar parentes para ocupar cargos públicos é nepotismo, e isso é crime. Mas não é verdade que um governador que empregue sua família seja um criminoso. Apropiar-se de parte do salário de um acessor é crime, mas um vereador que faz isso não é ladrão, não é criminoso. Amigo, é com pesar que lhe digo, a verdade deles é para nós uma mentira. Uma mentira deslavada, mal contada, daquelas que causa vergonha em quem ouve de tão esfarrapada.

terça-feira, 19 de setembro de 2006

Dilema

por Marcelo Pizani Ver, imaginar, sonhar. Olhos fechados, viver, realizar. O que requer mais coragem, viver sonhando ou sonhar vivendo?

domingo, 10 de setembro de 2006

Eu Quero Ação

por Marcelo Pizani Toda eleição as mesmas promessas. Eu acredito, sinceramente, que nós escutamos até hoje as mesmas promessas porque ninguém nunca as cumpriu. Eu gostaria muito de ver os candidatos, além de dizer o que pretendem fazer, dizer como é possível fazer. Assim fica mais fácil para o eleitor avaliar as propostas dos candidatos. Fala-se muito em melhorar a educação, a saúde e aumentar os empregos. Mas como fazer isso? Quero ver projetos, planos concretos de como transformar palavras em ação, idéias em realidade.

terça-feira, 5 de setembro de 2006

Horário Político

por Marcelo Pizani 50 minutos de horário político na hora do almoço, mais 50 minutos a noite, e nada de construtivo apresentado até agora pelos candidatos. O texto mais ouvido é “Vote em Fulano”, ou então “Eu sei como fazer”. Eu particularmente já me cansei dessa lenga-lenga. Gostaria de ver nesses horários políticos “gratuitos” (que muito provavelmente devem ser pagos com nosso dinheiro) candidatos expondo claramente o que pretendem fazer caso sejam eleitos e mostrando para todos como seria possível realizar esses projetos sugeridos. É fácil falar que sabe como faz, falar que vai fazer e acontecer. Depois, quando acabam eleitos, arrumam várias desculpas para justificar o motivo de não realizarem as obras e projetos prometidos em campanha. Devemos exigir que nossos candidatos expliquem como pretendem realizar o que estão prometendo agora, é preciso saber se as promessas são realmente possíveis de serem executadas, para depois não sermos surpreendidos.